Vamos inovar?

Inovar é adotar um comportamento, é fazer perguntas e estar a par das tendências – é procurar tanto o crescimento pessoal como o da empresa. A inovação corporativa é, acima de tudo, uma premissa para a longevidade de qualquer empresa.

Para inovar, é necessário que as empresas continuem a construir soluções novas ou significativamente melhores do que as opções oferecidas pelos seus concorrentes, entregando assim mais valor aos seus clientes e consequentemente alcançando uma maior rentabilidade do negócio.

Quando falamos em inovação pensamos imediatamente em custos elevados e tempo indeterminado para o desenvolvimento de novas tecnologias. Mas será possível inovarmos nas nossas empresas sem gastarmos valores astronómicos? Sim, é possível!

John Kao, atualmente um dos principais pensadores sobre inovação corporativa, diz-nos que “temos de educar as pessoas para que elas saibam inovar”.

Criar uma cultura de inovação na empresa, envolve muitas vezes uma profunda mudança na forma de agir das pessoas. Para isso, é preciso sensibilizar e motivar em todos os níveis hierárquicos da organização para atingir esse resultado.

Uma das formas de envolvermos os nossos colaboradores neste processo de inovação é a utilização de conceitos como o design thinking, que procura diversos ângulos e perspetivas para a solução de problemas, priorizando o trabalho em equipa na procura de soluções inovadoras.

No design thinking as empresas inovam por meio de métodos e não apenas pela inspiração. Os ciclos de inovação, ou seja, os projetos e os planos de ação, fazem com que os profissionais estejam em constante formulação de ideias e prototipação, o que faz com que a inovação corporativa se enraíze na cultura organizacional.

A promoção de hackathons (maratonas de programação) é também uma forma de estimular e promover a inovação corporativa, sobretudo quando se trata de criar soluções inovadoras ao nível da tecnologia.

Outra ferramenta de inovação organizacional é o coaching. Os líderes responsáveis pela condução de grupos no processo de inovação, podem utilizar ferramentas específicas de coaching para a geração de ideias e soluções que vão ao encontro das necessidades da empresa.

Por fim, é importante lembrar que antes de optar por um processo de inovação aberto e colaborativo deve definir-se com clareza no que é que a empresa pretende inovar e quais são as prioridades.

Em suma, se queremos inovar sem incorrer em elevados custos basta um pouco de organização e criatividade na forma de o fazer!

Por: Paulo Gandrita, diretor-geral da Vantagem+

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