Tu sem mim não és tu

Engraçado verificar em pleno século XXI que há pessoas que se julgam acima de outras por razões de status, prestígio, experiência, habilitações académicas, riqueza, etc. Nas organizações, no seu interior, isso mesmo se verifica. Quem é mais importante numa organização? O CEO, dir-me-ão quase de imediato. Questiono-me, porquê? Quem é ele sem os seus diretores de departamento, supervisores, quem é ele sem os colaboradores da sua linha de montagem? São eles que operacionalizam e tornam material o imaginado pela cúpula estratégica.

Agora questiono: então os diretores de departamento, supervisores e colaboradores de uma linha de montagem são os mais importantes de uma organização? Não, respondo eu. Se não fosse o CEO e as pessoas que fazem parte da cúpula estratégica, quem delineava os objetivos das organizações, quem procurava alianças/parcerias, quem abriria as portas que só estão ao alcance do poder deles?

Conclusão: somos todos diferentes, mas cada um só é o que é porque os outros lhe permitem ser. A diferença dentro de uma organização só contribui como mais-valia para o sucesso e eficácia da mesma. Só a complementaridade dos saberes/conhecimentos/experiências é que faz uma organização andar para a frente em tempos que são revoltos e onde a mudança é a palavra de ordem. O sucesso das organizações ocorre porque se trata de um sucesso coletivo, onde toda a gente, de forma mais ou menos direta, participa na aquisição desse mesmo objetivo. A organização é como um puzzle em que cada peça é fundamental para se atingir qualquer tipo de objetivo.

“Lembre-se sempre que você é absolutamente único. Assim como todos os demais.”
Margaret Mead, antropóloga cultural

 

Por: Ana Pinto, professora universitária e consultora em recursos humanos

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