Trump faltou a Davos, mas não escapou às críticas

O presidente dos Estados Unidos da América cancelou a ida ao Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos, na Suíça, até amanhã. Mesmo assim, foi presença assídua nos discursos de vários líderes políticos e executivos de todo o mundo, como o vice-presidente chinês e a chanceler alemã.

“Rejeitamos as práticas dos mais fortes fazerem bullying com os mais fracos e da supremacia autoproclamada”, disse Wang Qishan, sem nomear abertamente Donald Trump, mas com um recado diretamente para os Estados Unidos.

“Atirar a culpa dos seus problemas para os outros não vai resolver os problemas”, acrescentou o responsável, citado pela Bloomberg. Num discurso sobre a história económica chinesa e a globalização, o vice-presidente da China criticou o protecionismo e defendeu que a solução está em “tornar o bolo maior, ao mesmo tempo que se procuram formas de o dividir de modo mais equitativo”.

Por sua vez, a líder da maior economia da União Europeia também se referiu de forma indireta à política de Donald Trump. Segundo a Bloomberg, a chanceler alemã Angela Merkel responsabilizou, pelo menos em parte, o presidente dos Estados Unidos pela subida dos riscos, que é visível nas “disrupções e incertezas” em instituições multilaterais, provocadas por um comportamento imprevisível por parte de Trump.

Do mesmo modo, também presidentes executivos de grandes empresas criticaram a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, avisando que está a prejudicar os negócios e que pode agravar a mudança do ciclo económico, acentuando o tão falado e temido abrandamento da economia mundial. “A guerra comercial está a ser muito prejudicial à economia agrícola dos Estados Unidos”, assegurou David MacLennan, diretor executivo do gigante alimentar Cargill.

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