Tema Central marca presença no Congresso anual da CIP


A CIP – Confederação Empresarial de Portugal realiza hoje o seu Congresso anual e o último do presente mandato, dedicado ao tema: “Portugal: Crescimento ou Estagnação? A resposta está nas empresas!”. A Tema Central está presente neste encontro, onde dará a conhecer os projetos da revista Líder, da Leadership Summit Portugal e do estudo Best Team Leaders.

“Num mundo fortemente marcado pela incerteza, num país ainda com índices de crescimento económico modestos, vivemos tempos de definição, onde a atividade empresarial reclama para si o papel de motor da mudança. Portugal necessita de um novo modelo de desenvolvimento que comece por reconhecer às empresas a dimensão e importância que têm no país e na sociedade, capaz de facilitar o seu desempenho e que seja indutor de um maior crescimento económico”. É desta forma que a CIP enquadra o congresso deste ano, reforçando que “nunca é demais recordar que são as empresas quem mais empregos cria, mais riqueza produz, mais inovação promove e maior crescimento alcança. Nunca é demais recordar que foi pelo seu empenho e sacrifício, pela sua esperança persistente e pelos resultados que alcançaram, apesar de todas as contrariedades, que Portugal logrou sair da crise de soberania e de descalabro financeiro em que mergulhou”.


Logo pela manhã, na cerimónia de abertura, António Saraiva, presidente da CIP, defende que Portugal continuará a crescer e que “as empresas vão responder eficazmente a esse crescimento, vão vencer os desafios que temos pela frente, as ameaças da transição para a sociedade digital, as alterações climáticas, a demografia”, assegurando que a CIP “estará envolvida, dará resposta a esses desafios, promovendo os estudos que temos feito (…) nesta postura que queremos manter de antecipar e participar”.


Por sua vez, Pedro Siza Vieira, Ministro Adjunto e da Economia, relembra que “nos próximos anos a mudança vai ser rápida e acelerada” e que, por isso, “as empresas têm de enfrentar, decididamente, o desafio da transição digital”, não se tratando apenas de “ter mais máquinas ou mais computadores”, mas também de “saber como nos relacionamos com clientes e fornecedores, como alteramos modelos de produção, como comunicamos com os nossos parceiros de negócio, como as cadeias de valor se tornam cada vez mais integradas”.

Em jeito de conclusão, o ministro deixa um alerta: “Sabemos todos que não podemos deixar de investir, sabemos todos que se não fizermos agora os investimentos que esta nova realidade nos exige, não vamos ter a capacidade de continuar a crescer, não vamos ter a capacidade de continuar a ganhar quota de mercado, não vamos ter a capacidade de criar no nosso país uma economia, uma sociedade que encontra um lugar para todos e que permite que todos aqueles que nascem, crescem e estudam aqui não tenham de se virar para fora, mas possam encontrar aqui um lugar onde podem realizar os seus projetos de vida”.

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