Sucessores das empresas familiares preparam-se para a disrupção

A quase maioria (47%) dos líderes sucessores das empresas familiares acredita que o mercado irá enfrentar uma disrupção nos próximos dois a três anos. Serão, no entanto, os fatores internos, como a concentração da liderança dentro da família e, por vezes, a ausência de competências na organização para enfrentar a disrupção, os maiores riscos para este tipo de empresas, revela o estudo NextGen Survey 2017 da Deloitte. Segundo a pesquisa, 27% das 268 empresas inquiridas espera perder quota de mercado para os novos players.
“A economia mundial evolui a uma velocidade vertiginosa, potenciada sobretudo pelas transformações digitais, obrigando as empresas a reagirem mais rapidamente. O presente torna-se passado num instante, uma tendência que, na perceção de muitos destes líderes, pode colidir com a tradição das empresas familiares”, afirma Rosa Soares, partner e líder de Family Business da Deloitte. “O tecido empresarial português é, em grande parte, composto por organizações com esta natureza, e nesse sentido os desafios de sucessão, disrupção e inovação representam as preocupações das maiores empresas nacionais. Será sobre eles que os líderes terão de trabalhar nos próximos tempos para garantir a competitividade do seu negócio”.
O estudo revela ainda que a próxima geração de líderes das empresas familiares afirma estar bem preparada para antecipar a disrupção que se espera no mercado, um desafio que consideram fazer parte natural do ciclo de negócios (49%), e que representa uma oportunidade (32%).

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