SPIL, da vulnerabilidade à autenticidade na liderança

O SPIL – Self Perception Impulse Leader traduz seguramente a cultura de liderança para o futuro. A capacidade de compreender o conceito de autenticidade, promovê-la e assumi-la na plenitude em ambiente profissional, é o próximo passo que a maioria dos líderes necessitam dar para acompanhar as novas tendências de cultura das organizações. O que importa perceber é como vai ser feito esse processo de descoberta, estímulo e desenvolvimento de competências, e este aspeto, é sem dúvida o mais relevante quando estamos a falar de uma realidade em que a cultura de liderança ainda está muito agregada a padrões cristalizados no tempo e pouco adequados à realidade que vivemos, com várias gerações, diferentes necessidades e expectativas.

Consciencializar estas reflexões não basta, há que procurar responder de forma clara, realista e disruptiva a este desafio. O SPIL propõe-se a fazer precisamente esse caminho: é um programa de autodesenvolvimento para líderes com o objetivo de criar uma cultura de autenticidade nas equipas e nas organizações, com base nas vulnerabilidades. Trabalhar de forma consciente o líder nas suas várias dimensões: o self, a interação com a equipa e com os pares, através de ferramentas eficazes e adequadas a qualquer organização. A sua abordagem diferenciadora – as vulnerabilidades – cria uma perspetiva inovadora e enriquecedora na forma como o líder pode desenvolver-se, desenvolver a equipa e criar uma cultura de autenticidade contagiando a restante organização. O SPIL não trabalha as competências base necessárias à liderança, mas sim os estímulos que podem ser dados para este efeito. O programa é implementado em três momentos, com metodologia inside/out que determinam o grau de envolvimento e empenho do participante ao longo deste – o selfie report (diagnóstico com base nas vulnerabilidades), o deep program (workshop imersivo) e o call to action (período de acompanhamento para a implementação das ferramentas).

O sucesso do programa SPIL está diretamente associado à forma como os participantes se querem envolver e assumir a sua autenticidade. O desafio é constante assim como os outputs que se vão obtendo. O SPIL exige maturidade, autoconsciência e uma vontade inabalável de promover a mudança; simultaneamente é potenciada a confiança, o autoconhecimento e uma nova forma de abordar a liderança no quotidiano.

Cada participante decide como quer implementar no terreno, e em que esfera de ação pretende trabalhar de forma mais incisiva: in (pulse) / inner (pulse) / our (pulse). Estas três áreas de ação vão ser orientadoras no plano de desenvolvimento individual e na forma como a autenticidade vai emergir. E este é o propósito do SPIL: fazer emergir essa autenticidade dentro de uma cultura criada por todos, integradora, relacional e emocionalmente estável. No fundo, trata-se de o caminho que as organizações estão a tomar face aos desafios do futuro.

Como nota final, fica a pergunta: atreve-se a ser um líder SPIL?

Por: Rui Carvalho, Manager da SDO Consulting

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