SPD escolhe mulher para a liderança

Pela primeira vez na história, os sociais-democratas alemães do SPD têm uma mulher como líder. Andrea Nahles, sucessora de Martin Schulz, foi eleita durante o congresso e tem o árduo desafio de recuperar um partido fragilizado pelas desastrosas eleições de setembro.
A nova líder do SPD foi uma das principais vozes na defesa de uma terceira coligação com a CDU da chanceler Angela Merkel. Andrea Nahles venceu Simone Lange, atual mayor da cidade de Flensburg, com 66% dos votos, o segundo pior resultado em eleições internas no partido no pós-guerra.
Andrea Nahles tem 47 anos e já desempenhou o cargo de ministra do Trabalho e Assuntos Sociais entre 2013 e 2017, onde deixou contributos importantes para o estabelecimento de um salário mínimo e uma nova lei de pensões a partir dos 63 anos.
Nahles ocupa posições de destaque dentro do partido há quase duas décadas e em 2005 foi responsável pela queda de Franz Fünterfering, antigo líder do SPD. É a líder da bancada do SPD no Bundestag desde setembro de 2017.
A nova líder dos sociais-democratas chega ao poder num momento em que muitos anseiam pela renovação e reforço do partido. Muitos militantes consideram que essa missão seria menos complicada se o partido se apresentasse como a principal força da oposição e não novamente como membro da “grande coligação”, ao lado de Merkel.
“Podemos renovar um partido fazendo parte do Governo. Quero prová-lo já a partir de amanhã”, assegurou Andrea Nahles no discurso perante o congresso, que se realizou em Wiesbaden.
Ao fim de 154 anos de história, Andrea Nahles é a primeira mulher à frente dos destinos do SPD, partido que obteve nas últimas eleições de setembro o pior resultado de sempre desde 1933, com apenas 20,5 por cento dos votos. Foi na sequência dessa eleição que o antigo líder do SPD e ex-presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, resignou ao cargo.

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