Revista Líder N.º 6 – junho/2019


A edição de junho da revista Líder vai procurar respostas para mais uma das questões da Leadership Summit Portugal 2019: “Will artificial intelligence understand human spirituality?”.

Neste dossier especial, a inteligência artificial é confrontada com a espiritualidade humana pois apesar de haver algum consenso no que diz respeito à dimensão única da espiritualidade humana, não podemos deixar de manter um certo estado de alerta em relação ao caminho que está a ser percorrido nos domínios da inteligência artificial, que pisa territórios (cada vez mais) sensíveis e tem a enorme tentação de nos imitar na nossa inefável maneira de ser.

Tal como refere Catarina G. Barosa, diretora editorial da Líder, “as lideranças que aplaudem vivamente a revolução digital e canalizam todos os seus esforços e energias para terem organizações modernas, eficazes, sem desperdício de tempo e mão-de-obra, e altamente digitais, não podem deixar de investir, em simultâneo, nos aspetos humanizantes das suas empresas; na verdade, serão eles que farão a diferença, que darão sentido à existência da própria liderança”.

Destaque também para a grande entrevista com Chris Lowney, jesuíta de formação, que vem à Leadership Summit Portugal com um compromisso: “Eu quero usar o nosso precioso tempo juntos para convidar os líderes inteligentes que estarão presentes a refletirem sobre a oportunidade única que a vida lhes deu”. Ensinar a espiritualidade e o significado de uma liderança heróica, são o mote para a sua participação na cimeira de outubro.

Dando continuidade a um tema tratado com regularidade nas páginas da Líder, esta edição conta com um novo caderno sobre os paradoxos na vida das organizações. O tema está no cerne de um encontro anual conduzido na Nova SBE com o apoio da Fundação Amélia de Mello: Leadership & Society Forum 2019 – Paradox & Sustainability. Os paradoxos referem-se às oposições que constituem as organizações em que trabalhamos: estabilidade e mudança, rotina e inovação, lucro e missão social, entre outras. O objetivo do encontro é o de apresentar as contradições como normais e mesmo como fontes de vantagem competitiva, desde que devidamente articuladas.

Por sua vez, o dossier “Leading People” volta a debruçar-se sobre a questão central desta edição – “Poderá a inteligência artificial compreender a espiritualidade humana?” –, mas aqui a perspetiva é a da gestão de pessoas, através do contributo de vários elementos do conselho estratégico deste grupo de trabalho.

Ainda no mesmo dossier, olhamos para o coaching, mentoring e treino de alto desempenho, pela perspetiva do “líder coach”. Entre os principais desafios que as organizações enfrentam, ao mudar de um ambiente tradicional para um ambiente de alta performance, está o desenvolvimento das suas equipas. Face a esta nova realidade, os líderes das organizações não podem continuar a ser autocráticos, nem a utilizar o poder hierárquico para atingir os seus objetivos. Bem pelo contrário, os líderes que se querem hoje são aqueles que mobilizam as equipas através da sua capacidade de influência, e isso exige que estes atuem como facilitadores e apoiadores nas organizações, ou seja, que sejam líderes coaches.

Leia AQUI o dossier “Leading People” na íntegra.

Finalmente, no dossier “Leading Brands”, são apresentados os elementos do conselho estratégico deste novo grupo de trabalho, que desafiámos a refletirem sobre a humanização das marcas na era digital. As pessoas têm a tendência de ver as marcas como algo distante, inalcançável, e isto ainda acontece porque a maior parte das empresas não tem a preocupação de transmitir aquilo que acontece “dentro de portas”. A verdade é que as pessoas gostam de sentir confiança e de se identificar com as marcas que consomem, e nada melhor do que a proximidade para criar esses laços de confiança e fidelidade. Se uma empresa quer que a sua marca se destaque ao ponto de merecer a confiança das pessoas, terá de a tornar mais humana. Mas será que, num mundo cada vez mais digital e robotizado, as marcas estão mais mecanizadas e afastadas ou mais emotivas e próximas dos consumidores?

Leia AQUI o dossier “Leading Brands” na íntegra.

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