Quão longe nos levará a tecnologia?

Por: Catarina G. Barosa, diretora editorial

O nosso tema de capa é uma das perguntas que será respondida na próxima cimeira de liderança, Leadership Summit Portugal. São várias as questões (*) que serão abordadas no dia 25 de setembro, no Casino do Estoril, entre elas: “How far will technologie take us?”.
Quão longe nos levará a tecnologia é um verdadeiro dilema futurista que nos remete para uma miríade de possibilidades e para um campo incomensurável de desafios à nossa capacidade de compreensão do mundo e de nós próprios. Para podermos lançar-nos nesse desafio do que nos espera o futuro, temos de estar cientes de quais são os avanços tecnológicos que vão acontecer, por já estarem em curso, por serem uma consequência direta dos que, entretanto, se vierem a dar, ou que estejam só no plano conjetural.
As questões da Inteligência Artificial (IA), da Inteligência Aumentada, da robótica, das superinteligências, das linguagens algorítmicas, da aprendizagem automática, da eventual descoberta do algoritmo mestre, devem ser dominadas pelos nossos líderes, no sentido de que devem ter uma noção esclarecida de cada um dos novos conceitos que farão parte do futuro do mundo das empresas e organizações.
Falámos com Arlindo Oliveira, diretor do Instituto Superior Técnico (IST) e autor do livro Mentes Digitais. Nesta conversa, que aqui publicamos parcialmente, e na íntegra na Líder online (www.lidermagazine.com.pt), ficamos a perceber como funciona a digitalização e até que ponto podemos nós ter intervenção na mente humana, ao ponto de podermos substituir integralmente toda a sua cadeia de neurónios e até aumentá-la. Será um desafio que Arlindo Oliveira está a acompanhar com o rigor que a sua formação lhe exige e vai estar na Leadership Summit Portugal para nos explicar em detalhe as suas mentes digitais.
Carmel Jonhston também é uma das nossas entrevistadas e keynote speaker na cimeira referida. Comandou uma missão de simulação de vida em Marte, com mais cinco pessoas, tendo vivido em isolamento durante um ano no Hawaii, numa estação espacial simulada. O objetivo é preparar equipas para um dia, no futuro, conseguirem desenvolver iniciativas de exploração em Marte.
Deixamos-lhe assim uma breve introdução ao futuro.

I SLOT

Are we taking the fiction out of science?

No cinema, na televisão, nos livros, na Internet, temos posto à prova as nossas capacidades criativas. Imaginamos o futuro e representamo-lo com imagens, sons e movimentos que nos deixam fascinados, entusiasmados, assustados e, muitas vezes, incrédulos. Será afinal assim o nosso futuro? Transformar-se -á a ficção em realidade? Conseguimos viver no plano real o que em tempos apenas imaginamos e vimos no cinema?
Este é um dos grandes desafios das lideranças, verem a ficção transformar-se em realidade e, perante isso, tomarem decisões reais, rápidas, eficazes, criativas, mas, acima de tudo humanas. Ou será que em Marte ou noutro qualquer planeta para onde o futuro nos leve, liderar será apenas ajudar a sobreviver? Será que além de homo sapiens teremos máquinas sapiens com quem temos de interagir? Será o nosso chefe uma máquina sapiens?

II SLOT

Is technology leading the way?

Não podemos pensar no futuro sem pensar em tecnologia. Tem sido através dela que o Homem tem feito grandes e rápidos progressos. A tecnologia tem servido o Homem nas mais variadas vertentes, desde a sua locomoção, aumento da sua esperança e qualidade de vida, realização de tarefas físicas e mentais que de outro modo seriam impossíveis. A tecnologia tem, na verdade, servido o Homem e tem sido este a comandar. Mas será sempre assim? Os fenómenos da aceleração, da digitalização, da Inteligência Artificial e Aumentada, da robotização, etc., não vão inverter a lógica das coisas? Quem vai definir o caminho? Quem vai liderar? Será o novo líder o subalterno das novas e superinteligências?

III SLOT

Are we going somewhere fast?

Os tempos são acelerados, o progresso é exponencial, estamos a chegar mais depressa a sítios improváveis. As nossas viagens são cada vez mais low cost, mais partilhadas, mais frequentes. As nossas encomendas chegam-nos de qualquer parte do mundo em poucos dias ou mesmo horas, os nossos carros são cada vez mais inteligentes, amigos do ambiente, autónomos. Carros, aviões, comboios, e até asas e drones são as máquinas que nos permitem locomoção, desenvolvimento, independência, evolução. Novas formas de nos movimentarmos estão a revolucionar o presente e fazem-nos imaginar um futuro onde o teletransporte pode vir a ser uma realidade. Como será liderar um mundo de carros autónomos, aviões ultrarrápidos, drones, asas, etc.? Que negócios? Que líderes para este admirável mundo novo?

IV SLOT

How far will technology take us? Will artificial brains control human arms?

A tecnologia está a conduzir-nos para um novo mundo, já é mais do que um admirável mundo novo, é um mundo onde o Homem vai precisar de estabelecer as fronteiras, delimitar o campo de atuação da máquina com perfeita clareza, sem deslumbres. Vai liderar Inteligência Artificial, Inteligência Aumentada, mentes digitais e robôs. Vai falar a linguagem dos algoritmos e vai travar a grande luta da liderança: liderar a tecnologia.

IV SLOT

How fast can we go?

Esta é a nossa grande pergunta, aquela que concentra muitas das inquietações dos nossos líderes. Estar preparado para liderar num mundo rápido, novo, estranho e onde a própria humanidade é posta em causa, é o desafio limite. O que precisam de saber os novos líderes? Como precisam de se adaptar os atuais? Como antecipar, planear, gerir? Como ser criativo e inovador? Como gerir as pessoas e as máquinas? Como liderar neste admirável mundo novo?

Mais informação em www.leadershipsummitportugal.com

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