Programa internacional “Young Physician Leaders” dá formação em liderança

O programa Young Physician Leaders, uma iniciativa internacional de formação em liderança na área da saúde, é pela primeira vez realizado exclusivamente com um grupo de jovens médicos e profissionais da saúde provenientes de países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Este programa de formação é integrado na World Health Summit (WHS) Regional Meeting, a cimeira de saúde que decorre de 19 a 20 de abril em Coimbra e que se irá centrar na saúde global dos países de baixa e média renda, com foco nos países africanos.
Nesta edição do programa Young Physician Leaders, que se realiza de 17 a 19 de abril em Coimbra, participam doze jovens profissionais de saúde, com menos de 40 anos e com potencial de liderança e um percurso promissor. O grupo – proveniente de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – vai receber formação em liderança na área da saúde através de um conjunto de seminários orientados e especialistas nacionais e internacionais como Jo Ivey Bouffard, presidente da Academia de Medicina de Nova Iorque.
Nuno Madeira, médico no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), foi o primeiro português a participar no programa, em 2017. “Com a minha participação destacaria o ganho de competências de gestão e organização de Recursos Humanos, quer em estruturas assistenciais quer de investigação, e também o estabelecimento de relações informais com outros jovens líderes médicos a nível internacional”, refere. “É relativamente raro que um médico receba formação específica nessas áreas; muitas vezes aprendemos por tentativa e erro ao longo da nossa carreira”.
“Ao regressar a Portugal senti que vários conhecimentos me permitiram melhorar a dinâmica e organização das equipas clínicas que coordeno no seio do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, mas também acrescentar valor à minha atividade na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, onde ensino e investigo. Contribuiu para perspetivar e traçar um plano de crescimento pessoal a nível profissional, capitalizando os meus pontos fortes e aquilo que possa ser o meu contributo no desenvolvimento das organizações onde trabalho”, acrescenta Nuno Madeira.

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