Para onde vamos a partir daqui?

Uma pergunta difícil, primeiro porque a partir daqui pode querer dizer várias coisas: a partir de um determinado local ou a partir de um determinado tempo. Diria que a pergunta tem subjacente as duas ideias, isto é, para onde vamos a partir do sitio onde nos encontramos e a partir do momento que estamos a viver. Na realidade, são três as perguntas, isto porque o destino é também uma incógnita contida naquela interrogação. Uma tríade que pode bem ser uma metáfora para a vida. Lembrou-me de, há uns anos, me cruzar com um louco, que se passeava na rua sem destino, e se perguntava, em voz alta e com o olhar perdido: para onde é que vou agora? Era uma pergunta que me inquietava, pela expressão cumulativa de duas emoções, ou estados de alma, angústia e esperança. Angústia pela inexistência de rumo, e esperança pela vontade de o encontrar. Talvez sejam esses os motores da mudança: angústia e esperança. Serão quiçá, as duas principais emoções que sentimos quando, depois de uma catástrofe, nos apressamos a reconstruir, fazendo-o sempre na convicção de estarmos a melhorar.  São estes, julgo, os ímpetos iniciais para a criação humana. Gostaríamos que a revista Líder, enquanto instrumento de comunicação da Leadership Summit Lisbon, fosse a ignição para ajudar a definir rumos para lideranças mais humanas e criativas; que fosse um instrumento de produção de conhecimento que transformasse e mudasse a forma como as empresas, as organizações, os estados e também as pessoas em geral, definem os seus caminhos de crescimento, as suas criações e obras. Redefinir a liderança, tornando-a objeto de estudo das diversas áreas do conhecimento é o nosso grande propósito.

Por: Catarina G. Barosa, diretora editorial revista Líder

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