O Modelo das Cinco Disciplinas de Peter Hawkins – A eficácia das Equipas

Este modelo propõe que, para serem efetivas, as equipas precisam de dominar as cinco disciplinas e que os coaches de equipas e os líderes das equipas precisam de ser capazes de treinar as equipas em cada disciplina e as ligações entre as mesmas.

  1. Validação – Estamos certos sobre o que os nossos stakeholders estão a exigir de nós? Pode ser a administração, os investidores, os clientes, as comunidades em que atuamos – por isso a validação vem de várias fontes e, portanto, é importante ter cuidado com os elementos integradores que poderão não estar a entender os objetivos propostos. A validação prevê entender porque existimos em equipa, a nossa “Raison-d’etre“, e isso é determinado pelas partes interessadas com as quais trabalhamos.
  2. Esclarecimento – Receber diretrizes claras das diferentes partes interessadas não é suficiente. Uma excelente equipa cria o seu próprio potencial de empreendimento coletivo – o que estamos aqui a alcançar coletivamente que não conseguimos ao trabalhar em paralelo? Quais são os KPI da equipa de liderança? Não apenas os nossos KPI individuais, mas também os nossos objetivos e papéis coletivos? Como é que podemos não nos limitar apenas às nossas funções, mas sim contribuir para o todo? Clarificar todos os processos que vamos realizar e executar como equipa.
  3. Cocriação – Como trabalharemos juntos de uma forma que é produtiva? Como é que podemos ter reuniões onde não estamos apenas a trocar pensamentos pré-estabelecidos, mas, sim, a produzir novos pensamentos que nenhum de nós tinha antes de entrar na sala?
  4. Comunicação – Grandes equipas não são apenas aquelas que têm grandes reuniões internas e se relacionam bem em conjunto. Onde as equipas criam realmente valor é na forma como elas se envolvem externamente, bem como com todas as partes interessadas (clientes, fornecedores, investidores, comunidades e o ambiente mais amplo). Também é importante que cada membro da equipa seja capaz de representar toda a equipa e não apenas a sua função ao envolver-se externamente.
  5. Aprendizagens Essenciais – Se uma equipa só conseguir ser efetiva nas quatro primeiras disciplinas, torna-se cada vez melhor a jogar o jogo. No entanto, num mundo da mudança exponencial, cada equipa precisa também de aumentar a sua capacidade de enfrentar os crescentes desafios e a crescente complexidade do futuro. A equipa precisa de se concentrar na sua aprendizagem individual e coletiva. Como ela pode fazer mais, com maior qualidade e menos recursos, e tornar-se mais ágil e resiliente. A equipa precisa de algum tempo para refletir sobre o seu desenvolvimento. Questionar-se sobre como cresce a sua capacidade coletiva. E como se torna numa fonte de crescimento individual e desenvolvimento dos seus membros?

Desenvolvemos vários questionários de feedback de 360º para que as equipas forneçam e recebam feedback sobre o seu desempenho em cada uma dessas cinco disciplinas (Hawkins 2014B e 2017). Mais recentemente, desenvolvemos a versão online, o Team Connect 360, que pode recolher e analisar comentários de todos os membros da equipa e uma ampla gama de partes interessadas. Estes fornecem dados sobre como a equipa se vê, como as partes interessadas se veem e também as aspirações dos grupos relativamente à equipa, que os coaches sistémicos de equipas e a equipa podem explorar e usar conjuntamente para cocriar a jornada de coaching. Os questionários também podem ser usados para avaliar e redirecionar o coaching da equipa após seis meses, nove meses ou um ano.
No curso Systemic Team Coaching Programme, que tem lugar de 22 a 25 de maio, na Cegoc, os participantes têm a oportunidade de preencher o questionário de coaching de equipas de alto desempenho, sobre uma equipa em que estejam a fazer coaching, a liderar, ou da qual façam parte.

Saiba mais AQUI.

Sobre o autor:
O Professor convidado pela CEGOC para ministrar a 2.ª edição da formação em “Coaching Sistémico de Equipas”, nos próximos dias 23, 24 e 25 de maio, em Lisboa, Peter Hawkins, é coach, investigador e escritor em liderança e consultor de referência nas suas áreas de especialidade. É presidente emérito do Bath Consultancy Group, professor de Liderança na Henley Business School, presidente da Renewal Associates e a sua experiência é maioritariamente em desenvolvimento de equipas de direção, mudança de cultura, coaching executivo e supervisão de coaches profissionais.

Artigos Relacionados: