O futuro do desporto em Portugal

No passado mês de abril, os Global Shapers do Hub de Lisboa discutiram o futuro do desporto em Portugal na nossa série de FNAC Shaper Talks.

A talk foi moderada pelo Global Shaper Diogo Ganchinho, ginasta olímpico e recente campeão europeu, e teve como intervenientes o também Global Shaper Diogo Alves, assim como os ilustres convidados Amadeu Neves, performer do Cirque du Soleil, e Mário Santos, secretário-geral do comité organizador para os jogos universitários que decorrerão em Coimbra no presente ano de 2018.

A discussão focou-se essencialmente em três pontos: o desporto escolar e a importância da educação física nos quadros do ensino português; o impacto da organização de eventos desportivos no nosso país; e a implementação de novas tecnologias em variadas áreas do desporto em Portugal.

A aprovação no Parlamento para que a disciplina de educação física conte para a média de acesso ao ensino superior representa não só um passo importante na potencial evolução das mais diversas práticas desportivas, como poderá contribuir ativamente para a resolução de vários problemas de saúde nos jovens associados à falta da mesma.

A valorização da educação e cultura física como parte do desenvolvimento integral do aluno era algo que estava realçado no programa do atual Governo, no entanto, há ainda um longo trabalho pela frente na promoção da disciplina, nomeadamente na qualidade dos programas de ensino, sendo necessário que a motivação dos alunos não resulte apenas do facto de esta contar para a média, mas que os programas promovam também uma maior motivação para os professores, contribuindo para um maior sentido de compromisso entre ambas as partes.

O maior desafio da organização de um evento desportivo é o legado que surge do mesmo. A organização dos jogos europeus universitários, segundo Mário Santos, foca-se essencialmente nisso: por um lado, criar o primeiro evento desportivo do género a nível europeu; por outro, criar impacto no futuro, e não no presente enquanto estes decorrem. Portugal precisa de ter soluções de planeamento do ponto de vista do legado que surge na organização dos eventos. Mais do que melhorias a nível de infraestrutura, são precisos programas que permitam usufruir ao máximo das mesmas, nomeadamente uma maior qualidade ao nível do desporto competitivo nas universidades, algo que ainda é muito recente no país.

Portugal começa a ser uma referência na implementação de tecnologia aplicada ao desporto. O Footlab Carnaxide, o primeiro laboratório de futebol do mundo, é o exemplo perfeito de como a tecnologia pode contribuir para a evolução técnica do desporto português se a conseguirmos adaptar a diferentes modalidades num futuro próximo.

A transmissão da Fnac Shaper Talk no Facebook pode ser vista AQUI.

Por: Diogo Ganchinho, atleta do Sporting Clube de Portugal, na modalidade de ginástica de trampolim

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