O Futuro da Tecnologia e o Desafio da Transformação Digital

Este mês, os Global Shapers de Lisboa discutiram, na FNAC do Chiado, “O Futuro da Tecnologia e o Desafio da Transformação Digital”.
O debate foi moderado pela Global Shaper Cristina Fonseca e contou com os convidados Stephan Morais, curador fundador do Hub de Lisboa dos Global Shapers e atualmente managing general partner da Indico Capital Partners, e Pedro Duarte, presidente para o Conselho Estratégico da Economia Digital e também diretor de corporate affairs da Microsoft Portugal.

A conversa focou-se na forma como os avanços tecnológicos recentes potenciam novos modelos de negócio e como a globalização mudou a competitividade. O reflexo disso é o facto do ranking das empresas mais valiosas do mundo ter passado a ser liderado pelas gigantes tecnológicas, enquanto há dez anos era liderado por empresas associadas a energia e petróleo.

O que distingue estas empresas líderes é o facto de terem conseguido reinventar-se. Outras, estão agora a iniciar a jornada de transformação digital como forma de conseguirem ser competitivas no panorama de negócios atual.

E apesar de usarmos cada vez mais tecnologia, tanto na nossa vida pessoal como profissional, Portugal é ainda um país que se move a duas velocidades muito diferentes. Enquanto as startups procuram estar na vanguarda da tecnologia e aplicar os últimos avanços a determinadas áreas de negócio para competir à escala global, empresas mais tradicionais (maioritariamente relacionadas com a indústria, serviços ou negócios familiares) têm enfrentado alguns desafios para acompanharem o ritmo rápido a que a inovação e mudança estão neste momento a acontecer.

Os que conseguiram fazer esta transição pediram ajuda a parceiros especializados (empresas como a Microsoft são o parceiro de confiança de muitos negócios) ou criaram fortes redes de conhecimento (através da educação ou grupos de discussão) que os expõem a conhecimento e pessoas relevantes nestes temas. Falta educação e acesso aos processos e ferramentas necessárias para se estar na vanguarda da transformação digital.

Estas competências já não são apenas da responsabilidade do chief digital officer (ou equivalente) – elas precisam de vir do topo, ser parte do ADN de uma empresa e uma das principais prioridades das equipas de gestão. Todos concordamos que há muito a fazer neste aspeto.

Não podemos negar o impacto que este tópico terá na nossa economia a longo prazo, apesar de medir tal impacto, hoje em dia, ser difícil. Esta é talvez a razão pela qual “transformação digital” se transformou numa buzzword e algumas empresas substituem mudanças importantes por esforços de marketing.

Este é ao mesmo tempo um grande desafio e uma grande oportunidade – uma grande vantagem desta revolução e do acesso democratizado à Internet é potenciar qualquer negócio, mesmo os desenvolvidos em áreas mais remotas, a ser conhecido e capaz de competir no mercado global.

A transmissão da Fnac Shaper Talk no Facebook pode ser vista AQUI.

Por: Cristina Fonseca, investidora e empreendedora tecnológica e cofundadora da startup Talkdesk, uma plataforma que permite a empresas criarem o seu call center na cloud

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