O Mundo daqui a 10 anos

Coexistência saudável, trabalho flexível, “Sharing Ecomony”, inteligência artificial, um mundo novo com seres humanos diferentes. É isto o que pensam os escultores do futuro. A opinião dos Global Shapers do Fórum Económico Mundial.

 

Diogo Alves: No plano empresarial, acredito que será um momento decisivo, no qual muitas empresas já terão adotado novas tecnologias e em que outras morrerão por não se terem adaptado. No plano político, espero que os líderes internacionais adotem um estilo muito mais colaborativo. No plano humano, espero que todos entendam que a sua contribuição é decisiva para que o planeta esteja melhor nos 10 anos seguintes, não só através de uma coexistência saudável e natural entre diferentes culturas e raças, mas também através de melhorias a nível ecológico e ambiental.

 

Inês Relvas – Acho que 10 anos é muito tempo e pouco tempo. Se pensarmos em 2007, ainda não existiam iPhones, nem Uber, AirBnB ou Netflix, produtos e empresas que redesenharam as suas indústrias, mas muitas indústrias ainda estão muito semelhantes ao que eram. Penso que daqui a 10 anos, o mundo estará ainda mais digital, e que isso irá permitir mais trabalho flexível e remoto. Acredito que as empresas irão valorizar outras capacidades, como vemos já na Quarta Revolução Industrial, e que as Universidades vão ter de se adaptar para responder a essas necessidades. Mas qual é a próxima grande tendência como a “Sharing Economy”? Isso teremos de esperar e ver.

Francisco Goiana da Silva- Creio que os próximos 10 anos consolidarão a presença da tecnologia e dos sistemas de informação em todas as áreas da nossa vida. Iremos assistir à massificação da substituição dos empregos/trabalhos humanos por robots e máquinas. Essa realidade irá lançar um debate complexo sobre o direito ao trabalho e a rendimentos mínimos para todos os cidadãos. Por outro lado, a procura crescente de cuidados de saúde irá implicar um investimento radical na eficiência dos sistemas de saúde. Estou certo de que muita dessa transformação passará pela inteligência artificial

Julia Pardo – A empresas estão mais preocupadas com o impacto que estão a ter no nosso mundo e como podem influenciar a sociedade, penso que isso será cada vez mais acentuado no futuro.

Enrica Sighinolfi – Penso que as empresas e os negócios não serão diferentes concetualmente, mas os hum anos sim, e isso influenciará os negócios e as empresas.

 

BIO

Diogo Alves, Lisboa Hub

Tem 28 anos, um mestrado em Gestão e nos últimos nove anos viveu em nove países diferentes. Trabalhou na banca e em capital de risco, fundou e geriu diversas startups tecnológicas e atualmente é VP na A2D Consulting. Para além disso, é Presidente do Conselho Fiscal na APMP – Associação Portuguesa para a Transformação Digital e Inovação, Diretor da Associação Federal de Sustentabilidade Alemã e Professor Convidado de Empreendedorismo e Inovação na Universidade Católica.

 

Francisco Goiana da Silva, Lisboa Hub

Tem 28 anos, estudou num colégio Jesuíta, o “Colégio das Caldinhas” e formou-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Fez mestrado em International Health Management no Imperial College de Londres e ainda uma pós-graduação em Gestão de Prestação de Cuidados de Saúde na Universidade de Harvard. Atualmente, é médico e desempenha as funções de Adjunto do Secretário de Estado da Saúde do XXI Governo Constitucional. Não tem quaisquer filiações partidárias, é um defensor convicto do Serviço Nacional de Saúde.

 

Inês Relvas, Lisboa Hub

Tem 28 anos e é Consultora na empresa global de consultoria estratégica The Boston Consulting Group, no escritório de Lisboa. Tem experiência principalmente nas indústrias de retalho, energia, serviços financeiros e bens industriais, em Lisboa, Madrid, Londres e Luanda. Licenciada em Gestão pela Nova School of Business and Economics, a sua curiosidade por resolver problemas levou-a a juntar-se à BCG após o seu mestrado em Gestão na Católica-Lisbon School of Business and Economics. Completou recentemente o seu MBA no INSEAD. Juntou-se aos Global Shapers Lisbon Hub em 2014 e é a atual Curadora para 2017/2018.

 

Julia Pardo, Barcelona Hub

Com experiência em Biotecnologia e Gestão, Julia Pardo tem trabalhado em empresas de varias dimensões e campos de atividade, tanto no setor privado como no setor público. Manteve-se sempre perto dos palcos e teve formação em representação com foco no teatro musical. Premiada como melhor speaker de Espanha em 2016, Julia tem feito palestras públicas e workshops há mais de três anos.

Enrica Sighinolfi, Roma Hub

Tem 29 anos e integra o Founding Team of Opportunity Network, uma comunidade para CEO e investidores privados fazerem crescer os seus negocios ao nível global. BCG Alumna, Global Shaper do FEM, speaker TEDx, Enrica tem mestrado  em General Management e em História da Arte, tendo vivido e trabalhado em Milão, Nova Iorque, Londres, Paris e Barcelona.

Artigos Relacionados: