Michael Page reúne líderes empresariais para debater responsabilidade corporativa

A Michael Page, marca do PageGroup, realizou um evento corporativo no passado dia 09 de maio, dedicado ao tema “Responsabilidade Corporativa: Ferramenta de marketing ou motor da mudança nas organizações?”. Neste momento de partilha e debate sobre o papel da responsabilidade corporativa para uma melhor gestão das empresas portuguesas, estiveram reunidas executivas ligadas a funções de liderança do Grupo Ageas, Asisa, BPI Vida e Pensões, L’Oréal e PageGroup.

Foram analisados os principais desafios que a gestão das empresas enfrenta atualmente, nomeadamente a adoção de uma estratégia de responsabilidade corporativa na transformação do negócio, a capacidade de trazer uma experiência diferenciada para a organização e os seus stakeholders e a valorização para o mercado de trabalho de uma empresa socialmente ética e responsável.

Edith Defaut, talent development director do PageGroup, e Carla Vieira, head of corporate responsability do Grupo Ageas destacaram, respetivamente, a importância da liderança feminina nas funções de gestão e a crescente relevância da responsabilidade social corporativa (RSC) na estratégia de comunicação e de sustentabilidade empresarial.

Edith Defaut defendeu que “quando uma organização considera implementar atividades de RSC, deverá ter uma estratégia longo prazo, garantindo o envolvimento desde a gestão de topo aos perfis mais juniores da empresa. Por outro lado, as atividades de RSC deverão ter um equivalente interno nas políticas de Diversidade e Inclusão; caso contrário, pode perder credibilidade junto dos seus colaboradores”.

No atual contexto da inovação tecnológica, da digitalização e da mudança do paradigma da informação, a RSC assume um papel crucial. Segundo Carla Vieira, “o tema é mais atual do que nunca. Estando cada vez mais no mindset de todas as organizações, considerando o impacto da sua atividade e tendo como referencial os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas”.

“A comunicação corporativa deve ser muito mais que uma ferramenta de marketing e considerada como um motor de mudança nas organizações, através da qual as grandes empresas desempenham um papel fundamental enquanto impulsionadores de um movimento que contribui para o bem social”, defendeu, por sua vez, Isabel Castelo Branco, CEO da BPI Vida e Pensões.

Num mercado cada vez mais competitivo, a sociedade valoriza as organizações que se assumem como socialmente responsáveis e transmitem novos parâmetros para o mercado, como a mobilidade de trabalho, práticas amigas do ambiente e ações de cidadania corporativa. Neste contexto, Sandra Moás, diretora-geral da Asisa, refere a importância de “a cidadania corporativa estar vinculada ao ADN e à cultura de uma organização”. E acrescenta, “independentemente de ser uma estratégia de marketing, esta tem que fazer parte da cultura e da estrutura de uma organização para ser genuína e credível”.

Já Cátia Martins, diretora-geral da L’Oréal destacou a importância das organizações se destacarem no mercado de trabalho, através de medidas como “estratégias de trabalho flexível, implementação de práticas ambientalmente sustentáveis – como uma frota automóvel ‘verde’ para os colaboradores – e projetos de comunicação corporativa que visem a inclusão social”.

Inês Paes de Vasconcelos, associate manager da Michael Page, acrescentou ainda que “a RSC assume acrescida importância para as organizações, tanto numa perspetiva de captação e retenção de colaboradores, como numa lógica de apelar aos consumidores. As novas gerações, em particular são muito reativas no que respeita à questão da responsabilidade social e corporativa pelo que as empresas que tenham uma estratégia coerente ganharão vantagem competitiva face aos seus concorrentes junto do talento e dos clientes”.

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