Já reparou que “liderança” rima com “mudança”?

Um novo paradigma organizacional está a emergir um pouco por toda a parte, em empresas de todos os tamanhos, idades e setores de atividade – das PME aos grandes conglomerados multinacionais, das startups acabadas de nascer às empresas com longas histórias de sucesso e dos serviços financeiros à manufatura, à distribuição ou à saúde.

Esta revolução é o resultado das grandes disrupções que estão a sacudir a economia e a sociedade no início do século XXI e que estão a obrigar as organizações a adotar novos modelos operativos capazes de se adaptar e ter sucesso neste vendaval de mudança.

Nas últimas décadas, um abalo tectónico – a passagem do poder de mercado dos vendedores para os compradores – obrigou as empresas a repensar radicalmente a forma como desenvolvem a sua atividade, para conseguirem tomar decisões e mudar de rumo o mais rapidamente possível em resposta a mudanças inesperadas nas preferências dos consumidores ou do ambiente competitivo.

Um padrão comum, assente em três princípios fundamentais, destaca-se nas organizações mais bem-sucedidas nesta transformação: (1) toda a organização está polarizada na satisfação das necessidades do cliente; (2) os processos recorrentes são substituídos por projetos em que várias equipas interdisciplinares se debruçam sobre uma parte do problema, trabalhando em ciclos curtos e em ligação constante com o utilizador final; (3) a hierarquia vertical é substituída por redes interativas que consolidam os contributos das várias equipas.

Estes três princípios definem a ORGANIZAÇÃO ÁGIL.

Como é evidente, as práticas de liderança assentes na hierarquia, na especialização funcional, em processos recorrentes e bem definidos e em planos estáveis, são totalmente inadequadas a este novo modelo operativo.

Em vez delas, é necessário um NOVO TIPO DE LIDERANÇA – aquele que iremos desenvolver no Talent Executive Master “Equipas e Líderes na Organização Ágil”, agora lançado pela Autónoma Academy. Este programa foi estruturado em torno de cinco desafios que balizam um percurso em crescendo pelos atributos e responsabilidades do “líder ágil”, incluindo o seu papel no crescimento das equipas e dos colaboradores individuais, a gestão e avaliação do desempenho baseadas em interações frequentes e no feedforward, a sua atuação na articulação com o resto da organização no quadro de um funcionamento em rede, e temas como a liderança distribuída, a seguidança ou followership, e o líder como facilitador e coach.

Este Talent Executive Master tem uma orientação muito prática, desde logo recorrendo abundantemente a simulações, autodiagnósticos e exercícios de todo o tipo, mas sobretudo com o objetivo de que no final de cada módulo os participantes possam aplicar de imediato aquilo que aprenderam sem ter de esperar pelo fim do programa.

O novo formato dos Talent Executive Masters – 80 horas em horário pós-laboral ao longo de um único trimestre – procura responder à procura de programas mais focalizados e mais curtos, com uma resposta mais específica e “just-in-time” às necessidades dos alunos.

Com uma importante vantagem adicional: o aproveitamento em três Talent Executive Masters, cuja temática cumpra os critérios de complementaridade e de coerência necessários, permite a obtenção de um diploma de MBA Executivo com um investimento de tempo e um esforço financeiro distribuídos por um período mais longo, de acordo com o ritmo e disponibilidade de cada um.

Por: João Paulo Feijoo, coordenador de programas de Capital Humano da Autónoma Academy

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