Gestores de pessoas 5.0: democracia do conhecimento

A gestão de topo das empresas tem nos seus gestores de equipas a garantia de sucesso da sua organização ou, em oposição, o bilhete de ida para uma viagem de terror.

As chefias intermédias e operacionais têm nas mãos a gestão do capital mais precioso das organizações: os colaboradores. São estes líderes que têm o desafio heroico (mas possível) de garantir a felicidade e a produtividade das suas pessoas. Este desafio é atribuído com leveza, a maior parte das vezes decorre do percurso natural de colaboradores que se evidenciam tecnicamente e, como tal, pertence-lhes esta premiação. A função de gestão, porém, requer menos produção de trabalho técnico e passa a requerer, a todo o gás, total perícia em gestão de perfis funcionais e de egos. Este novo papel cai que nem uma luva a alguns – poucos – e transforma-se num esforço interior desmesurado para aqueles que, de forma consciente, assumem ter uma mão cheia de competências a desenvolver para conseguir estar à altura.

Se a intuição foi o bastante durante muitos anos para fazer com que um líder brilhasse, hoje a exigência em torno da gestão de pessoas está a requerer uma profissionalização desta função, tornando-se absolutamente crítico o conhecimento cabal dos recursos humanos por parte do seu gestor. Cada gestor, mais do que recorrer ao seu bom senso – característica que sabemos varia em volume, forma e conteúdo de pessoa para pessoa – impera que recorra à informação de pormenor de cada colaborador; só assim conseguirá gerir cada um com individualidade, o que no atual mercado de trabalho (felizmente) é precioso.

Para que este gesto – simples à primeira vista – seja possível, tem de se dar uma profundíssima alteração de paradigma, em que a informação de gestão de recursos humanos, até agora culturalmente cativa nestas unidades orgânicas das organizações, seja fielmente depositada a quem no dia-a-dia é conferida a verdadeira arte de gerir pessoas. Isto fará com que cada líder disponha de forma fácil, ágil e imediata dos dados – de formação, de desempenho, de competências, de motivação, de carreira, de saúde e de tudo o que o fará ser um melhor gestor todos os dias –, cada vez que necessitar de juntar à sua intuição informação de gestão que o farão tomar decisões mais sólidas e dar feedback mais consistente; é seguro que este modelo promoverá um sentimento interno – para os líderes e para as suas equipas – de competência e equidade.

A obviedade deste percurso fez nascer na Web Summit de 2017 uma ferramenta de analítica no vertical de recursos humanos, a qual incorpora centenas de indicadores deste domínio, e cujos utilizadores são exatamente os gestores de equipas. Com este software, o People Scorecard, a informação centralmente alimentada pelos já existentes sistemas de gestão (ou ficheiros de Excel) é democratizada e chega aos líderes sem qualquer processo de mudança organizacional e com a leveza fundamental para que se torne a fonte de informação imediata e permanente dos gestores de pessoas.

Este afigura-se como o veículo incontornável no percurso necessário trilhar com o objetivo de aligeirar o trabalho e o esforço dos gestores, por um lado, e de garantir uma qualidade de decisões que operacionalizem a gestão estratégica de pessoas nas organizações, por outro.

Segundo dados da consultora internacional Gartner, apenas 12% das empresas recorrem à informação relativa ao seu talento, às suas pessoas, para tomar decisões de negócio. Este dado evidencia a margem de crescimento que o nosso tecido empresarial apresenta em matérias de gestão do seu capital humano.

Por: Vanessa Moreira Sana Miranda, co-founder do People Scorecard Software

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