Gestão na era da transformação digital: todos os negócios são hoje negócios de software

Se existe expressão que explique a evolução da gestão, será, nem mais nem menos, que “every business is a software business”. Muitas empresas já perceberam que para continuarem a ser competitivas, precisam de pôr a tecnologia no centro da sua atividade. Mas como se deve pensar a gestão nesta nova era de negócios?

Nos últimos anos, assistiu-se a um salto tecnológico com a digitalização de muitos processos. Para isto, contribuíram em muito as soluções de ERP (Enterprise Resource Planning; em português, Sistema integrado de gestão empresarial) que trouxeram às empresas ganhos efetivos de produtividade. No entanto, se os ganhos na parte financeira já se encontram em muito desenvolvidos, novos desafios surgem hoje para a gestão moderna e em especial para os decisores organizacionais.

O que se pode chamar de “gestão à antiga”, que mantém a empresa presa ao passado, fazendo tudo da mesma forma, encontra-se numa espiral de negação do potencial que o software tem em todas as áreas da gestão. O que inevitavelmente coloca o seu negócio em desvantagem competitiva sobre os restantes players do mercado, conduzindo-o progressivamente para uma posição de falta de competitividade.

Se existe ideia que os gestores de hoje devem incorporar é que a gestão de excelência é apenas alcançável através de software e que o salto tecnológico está a acontecer de forma irreversível.

Hoje, um dos maiores problemas que os negócios enfrentam ao nível da gestão diz respeito à retenção e satisfação de clientes: a chamada “customer experience” – vetor fundamental que as empresas de todas as indústrias que querem atingir o sucesso devem perseguir. É um dos pontos que as distingue das demais, num mercado onde os produtos disponíveis se assemelham cada vez mais entre si. Num mundo onde a oferta se multiplica, fatores como o conforto, o reconhecimento, o agradecimento ou a surpresa ditam que o foco no cliente é um caminho incontornável para se ser bem-sucedido. Ora, não é possível proporcionar uma boa experiência ao cliente se não usarmos as ferramentas certas, que nos dão informação em tempo real e permitem que quem compra os nossos produtos perca menos tempo e tenha um serviço mais personalizado.

Também não é possível gerir uma empresa de forma competitiva se as equipas não tiverem as ferramentas que lhes permitem colaborar de forma rápida, intuitiva e mais produtiva. Ou sem que os gestores tenham a informação em tempo real para tomarem as melhores decisões no menor tempo possível. Estes são alguns exemplos que ditam que a tecnologia proporciona ganhos significativos, mas, acima de tudo, traz perdas enormes a quem não a entende como um pilar incontornável da boa gestão.

É neste novo mundo da gestão que a tecnologia pode fazer toda a diferença, tendo o software um papel fundamental neste aspeto crucial que é a experiência do consumidor: sem ele, é impossível alcançar a distinção em todos os pontos de contacto com diferentes stakeholders.

Imagine-se uma empresa – seja ela micro, PME ou de grande dimensão – sem uma gestão que possua as ferramentas para os desafios que mencionei. Não terá certamente um futuro como empresa de gestores, mas apenas um objeto de interesse histórico.

Por: Ricardo Parreira, CEO da PHC Software

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