(Bio)Diversidade urgente no ecossistema da vida

Falar em diversidade é falar sobre humanidade. Vivemos num mundo multicultural, onde diversas raças, diversas crenças e diversas opiniões coexistem em harmonia. E, por isso, empresas e instituições têm o dever e a responsabilidade de promover a diversidade.

Valorizar a interação entre diferentes culturas é defender o pleno exercício dos direitos humanos. O futuro pressupõe sociedades multiculturais que precisam de reconhecer que a diversidade é elementar para a evolução humana, assim como a biodiversidade é fundamental para a preservação das várias espécies. Fonte de intercâmbios, de inovação e de criatividade, a diversidade cultural é, para o género humano, tão necessária como a diversidade biológica para a natureza. Nesse sentido, o nosso património heterogéneo deve ser reconhecido e consolidado em benefício das gerações presentes e futuras.

Desconstruir desigualdades, respeitar os direitos humanos e combater a discriminação são formas de desenvolver competências organizacionais capazes de criar um mundo mais equilibrado e sustentável. Cada empresa é feita, principalmente, pelos seus funcionários e cada um deles possui uma identidade cultural.

As diferenças culturais originam visões diferentes que diversificam formas de pensar, trabalhar e solucionar problemas, o que acrescenta valor aos projetos.

Uma empresa é reflexo de quem a comanda e a aceitação da diversidade leva-nos a um patamar mais evoluído e onde o ambiente empresarial se torna mais agradável e dinâmico.

É na aceitação e compreensão pelos outros e pelo ambiente que nos rodeia que reside o nosso crescimento. A diversidade cultural torna-nos mais produtivos e diferenciadores.

Quando foi a última vez que aprendemos uma língua diferente, ou convivemos com uma cultura oposta à nossa? É muito importante conhecermos novas realidades e aprendermos o que de melhor trazem com elas. Não existem metodologias de trabalho perfeitas, existem sim diferentes formas de pensar que levam a outras formas realização, sobre as quais devemos sempre estar a tempo de aprender.

Num mundo competitivo e muitas vezes dividido, é desejável conciliar opiniões e formas de atuar diferentes, até porque mentes sem preconceitos apreendem melhor. Quando se contratam colaboradores de diversas culturas e com diferentes estilos de vida e os inserem num determinado grupo o espírito de equipa prolifera e saímos todos a ganhar.

Na Fundação Yves Rocher somos pioneiros de uma ecologia humanista e universal e assumimos no nosso ADN um compromisso pela biodiversidade e por uma pegada positiva.

Temos ações em mais de 50 países e uma convicção de que os indivíduos, independentemente das suas crenças ou cores, podem mudar o mundo. E, por isso, hoje a Fundação conta com quatro grandes projetos: o Prémio Terre de Femmes, que todos os anos distingue mulheres com projetos a favor do ambiente; Plantons pour la Planète, que se traduz em campanhas de plantação de árvores por todo o mundo, como símbolo de enraizamento; Plantes et Biodiversité, que reúne um conjunto de ações de preservação de espécies vegetais, únicas e vitais a todos; e Photo, Peuples et Nature, uma iniciativa que apoia fotógrafos comprometidos com a preservação da natureza.

Assim, a nossa filosofia cruza a diversidade com a biodiversidade, os verdadeiros pilares da humanidade.

Reconhecemos que a sustentabilidade está, assim, na ordem do dia pelos piores motivos. A biodiversidade está ameaçada fruto de décadas de processos de industrialização que não mediram o seu real impacto na natureza. A sobrevivência da biodiversidade é fundamental para o planeta uma vez que as diversas espécies animais e vegetais formam importantes ecossistemas e cadeias alimentares, onde cada uma dessas espécies tem um papel de fulcral.

A nova era digital tem agora um papel importante perante a economia mundial na desconstrução de metodologias que outrora prejudicaram o ambiente de forma irreversível. Como se constata o caminho da evolução terá de ser feito de uma forma holística.

Este é um aspeto ao qual estamos muito atentos na Fundação Yves Rocher e, por isso, com o Prémio Terre de Femmes apoiamos ações exemplares, levadas a cabo por mulheres, que tenham um caráter educativo, social e de proteção e/ou conservação da natureza e biodiversidade.

Sensibilização para a preservação do ambiente, promoção de um estilo de vida sustentável, combate ao desperdício alimentar, e proteção da biodiversidade são apenas alguns dos possíveis temas a concurso.

Queremos, por isso, reforçar aquele que é o posicionamento da Fundação e, numa altura em que vivemos confrontados com uma acelerada degradação do meio ambiente, consideramos que temos a responsabilidade de reforçar o apoio às iniciativas que procuram mitigar a nossa pegada ecológica.

Como nós, todas as organizações empresariais deveriam ter um papel mais ativo nas suas políticas de sustentabilidade para que, de uma forma global, haja sempre diferentes passos para a preservação do planeta.

Por cá, há 11 anos que o Prémio Terres de Femmes distingue projetos “verdes” que defendem o consumo consciente, a reciclagem, a reutilização de bens, o uso de energia limpa e a valorização da biodiversidade. Até agora já distinguimos 25 projetos e apoiámos com mais de 118 mil euros iniciativas que tiveram um grande impacto social, ambiental e económico. Este ano temos mais 18 mil euros em jogo e estamos expectantes para ver quantas candidaturas vamos receber. Isto porque queremos e devemos apoiar projetos que dão cartas pelo nosso ambiente, pela nossa diversidade e pela biodiversidade.

Por: Ana Ribeiro, porta-voz da Yves Rocher Portugal

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