A formação e as competências dos líderes do futuro

As relações profissionais e a organização empresarial sofreram alterações irreversíveis no mundo globalizado em que agora nos movemos. Os jovens que entram no mercado de trabalho têm de se adaptar não só às dificuldades habituais, como também à emergência das novas tecnologias, mudanças no processo de produção, vários tipos de relações comerciais e uma sociedade de consumo em constante evolução. Na ISS dizemos sempre que o nosso melhor ativo são os nossos trabalhadores e que um dos principais objetivos é atrair o talento de pessoas com capacidade de melhorar a organização.
Neste contexto, estamos orgulhosos das nossas iniciativas de formação contínua e especialmente do ISS Global Management Trainee Programme, um programa no qual já participaram jovens portugueses e que está direcionado a recém-licenciados que procuram contribuir a partir de um ponto de vista local, nacional e internacional, em todos os níveis da empresa. É uma iniciativa que permite aos jovens conhecer diferentes funções de gestão dentro das divisões da ISS, mas que também lhes permite viajar e desenvolver o seu trabalho em diferentes locais. Estamos presentes em mais de 70 países, com funcionários de todas as nacionalidades. Este intercâmbio cultural beneficia as relações dentro da empresa e, para além disso, permite-nos aceder a novas ideias e pontos de vista, graças à sua experiência.
Até recentemente, os processos de seleção concentravam-se em procurar experiência de um ponto de vista concreto e conhecimentos técnicos. No entanto, é cada vez mais comum valorizar outros tipos de habilidades, que normalmente não são aprendidas em sala de aula ou que derivam da experiência de vida do candidato. Uma das habilidades mais procuradas, atualmente, por exemplo, é a capacidade de gerir mudanças, trabalho de equipa e cooperação com pessoas de diferentes áreas. O talento para liderar pessoas e projetos é uma vantagem na hora de procurar oportunidades laborais.
Muito se ouviu nos últimos anos acerca das diferenças entre um chefe e um líder. Enquanto o primeiro se rege por valores mais tradicionais, o segundo responde às novas necessidades, ao gerir uma equipa de pessoas. O líder é inovador, focado nas pessoas, inspira e transmite confiança a toda a sua equipa.

No entanto, “um líder nasce ou faz-se”?
Existem diferentes abordagens para saber se as habilidades de um líder são inatas ou se, pelo contrário, as desenvolve ao longo da vida. Se apostarmos na opção de um líder ser formado, devemos abrir a porta para aprender a desenvolver um conjunto de habilidades. O conhecido escritor norte-americano Stephen R. Covey explica no seu livro, Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, que se pode aprender a ser um bom líder e que a chave está no equilíbrio entre o estímulo (formação) e resposta (aprendizagem). A pessoa tem de estar disposta a exercer “a sua liberdade de escolha para aprender os conhecimentos, habilidades e traços característicos associados à liderança (visão, disciplina, paixão e consciência), e aprender a ser um líder que os outros seguirão de bom grado”.
Neste contexto, independentemente de uma pessoa possuir o dom natural para liderar, é fundamental desenvolver e aperfeiçoar as habilidades que podem convertê-la num verdadeiro líder. As empresas globais com diferentes áreas funcionais e níveis, são cada vez mais comuns neste mundo globalizado e adquirir o conhecimento necessário para ter sucesso neste modelo de negócio, significa também ter sucesso no futuro. Programas como o ISS Global Management Trainee Programme são uma rampa de lançamento para os jovens do presente que irão influenciar a mudança no futuro da empresa. Sobre esta abordagem, é potenciada a aprendizagem nas diferentes divisões da empresa: posições na área estratégica, conhecer a dinâmica da relação com o cliente, saber interpretar dados e tendências analíticas, etc. Desta forma, os candidatos adquirem experiência profissional em diferentes funções de uma grande multinacional, crescem como profissionais, e potenciam as suas capacidades de adaptação a mudanças constantes. Ao mesmo tempo, as empresas possuem a oportunidade de atrair e captar talento, criando uma equipa de trabalhadores cada vez mais capacitados e com melhor formação.

Por: Ricard Casas, diretor-geral de Pessoas e Cultura da ISS Iberia

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