57% dos profissionais portugueses confia no atual mercado de trabalho

A confiança dos portugueses no mercado laboral tem vindo a aumentar nos últimos seis meses, passando de 53,5% no penúltimo trimestre de 2019 para 57% nos últimos meses do ano, revela o Índice de Confiança Profissional da Michael Page, um levantamento sobre as perceções que os profissionais têm relativamente ao atual mercado de trabalho. Estes dados traduzem um crescimento relativamente ao ano passado, em que a confiança dos portugueses no mercado laboral se situava em 54% no último trimestre.

Com base nesta análise trimestral, a criação de emprego deverá seguir em alta em 2020, com uma dinâmica esperada para o mercado laboral em setores como as tecnologias de informação, áreas financeira e jurídica, além da indústria, marcados pelo crescimento da digitalização.

Estes dados refletem igualmente o positivismo de 55,3% dos profissionais que considera a atual situação do mercado de trabalho em Portugal favorável. Também neste aspeto, 57,6% dos profissionais acredita que poderá mudar de emprego em menos de três meses.

Destaca-se ainda a ambição de maior equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal como um dos principais desejos dos portugueses, que no final de 2018 foi manifestado por 44% das pessoas e no final de 2019 aumentou para 92,6% dos candidatos, aumentando progressivamente ano após ano. Refira-se que em finais de 2016, a percentagem de trabalhadores com esta ambição estava apenas nos 40%.

Neste contexto, a flexibilidade, com a possibilidade de trabalhar a partir de casa alguns dias por mês, é um dos aspetos referidos por 53% dos profissionais.

“O estudo comprova que a natureza do emprego está a mudar e que as pessoas exigem um contínuo renovar das suas competências e da sua forma de estar no trabalho. Destaca-se ainda o positivismo dos portugueses e a sua confiança em relação ao mercado laboral e à economia, esperando melhorias nas condições profissionais. Um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, com flexibilidade de trabalho, boa comunicação e ambiente organizacional, valorização profissional e aquisição de novas competências associadas à produtividade e evolução de carreiras, são aspetos que os candidatos valorizam cada vez mais e ‘core’ para a atividade das empresas na atração e retenção do talento, de forma a assegurarem a sua sustentabilidade”, afirma Álvaro Fernández, diretor-geral da Michael Page Portugal.

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